PESQUISA

PRINCIPAIS LINHAS DE PESQUISA

Astrócitos na Doença de Alzheimer: A doença de Alzheimer tem sido consistentemente vista como uma patologia “neuronal”. Contudo, estudos recentes indicam que atrócitos, o subtipo glial mais abundante no cérebro, também estão envolvidos na patofisiologia da doença. Nosso laboratório está interessado em entender mais precisamente a contribuição dessas células para a doença de Alzheimer. Nós acreditamos que os astrócitos tem um papel central na progressão da patologia.

 

 

Rocha , A., Em preparação

Redes Metabólicas na Doença de Alzheimer: [18F] – fluorodesoxiglicose ([18F] FDG)é um análogo radioativo da glicose, que vem sendo utilizado a mais de 40 anos para estimar o metabolismo cerebral de glicose através do exame de tomografia por emissão de pósitrons (PET). Atualmente, é bem estabelecida a relação entre o consumo cerebral de [18F] FDG e atividade sináptica. Esta relação permite a identificação de regiões cerebrais que estejam trabalhando em sincronia baseada no seu consumo energético, o que nós chamamos de rede metabólica. Essa associação pode ser usada para entender o remodelamento funcional que ocorre em doenças cerebrais, levando potencialmente à descoberta de novos mecanismos patológicos.

Zimmer ER., et al. 2017

Reconhecimento de Padrões Aplicado a Alzheimer: ensaios clínicos estudando pacientes com Alzheimer tem utilizado uma combinação de tecnologias multidisciplinares para compreender a progressão da doença. Mais especificamente, biomarcadores de fluido e de imagem tem sido combinados com dados demográficos, genéticos, e neuropsicológicos. Ao aplicar algoritmos inovadores de aprendizado de máquinas, esperamos identificar uma assinatura que possa prever o aparecimento da doença de Alzheimer antes da manifestação de sintomas.

Rodrigues, YE, et al. 2017
 Fontana., IC et al. Em preparação

Plataforma de Drogas Anti-Oligômeros: O modelo hipotético mais aceito atualmente indica que a doença de Alzheimer começa com o processamento anormal da proteína precursora de amiloide (APP). Essa disfunção resulta na deposição de agregados e placas compostas por beta-amilóide (Aβ), neurodegeneração progressiva, e declínio cognitivo. Tendo isso em mente, acredita-se que a conformação solúvel desses agregados antes de se tornarem placas, chamada oligômero de beta-amilóide (AβO), pode ser responsável pela maior toxicidade nos estágios iniciais da doença. A partir disto, nossa hipótese é que drogas tendo AβO como alvo poderiam prevenir ou parar a progressão natural da doença de Alzheimer. O principal objetivo deste projeto é identificar moléculas que ajam contra os efeitos tóxicos dos AβO utilizando uma plataforma experimental com alto valor translacional.

Fatores de Risco Modificáveis na Doença de Alzheimer: Evidências recentes indicam que elementos de estilo de vida são fatores de risco importantes para o desenvolvimento da doença de Alzheimer. Fatores de risco modificáveis incluem exercício, educação, engajamento social, estimulação cognitiva, obesidade, e dieta. Resultados observacionais e epidemiológicos parecem mostrar que mudanças de estilo de vida podem resultar em um menor risco de desenvolver a doença. Combinando estudos experimentais e dados clínicos, esperamos identificar mais precisamente mecanismos que ligam esses fatores de risco à doença de Alzheimer.

Gehres SW., et al. 2016
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